SECRETARIADO DIOCESANO DA PASTORAL FAMILIAR

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13º DIA DIOCESANO DA FAMÍLIA

   | Imagens do Dia Diocesano |

15 - 6 - 2014

 

São João da Madeira

 

 

                                                  Homilia de D. António, no Dia Diocesano da Família


1.Saúdo-vos, irmãos e irmãs, vindos de todas as partes da nossa Diocese para celebrarmos este Dia Diocesano da Família. Convocados como Família Diocesana que somos, queremos celebrar, neste domingo da Santíssima Trindade o amor de Deus, uno e trino, e o amor abençoado das famílias da nossa Diocese, a viver o jubileu dos 10, 25, 50 ou 60 anos de Matrimónio.

Saúdo com particular alegria, também, os que neste ano celebram o seu matrimónio. Sede bem-vindos.

Quisestes chamar a este momento "O Amor gera-se ao longo da Vida". Gosto deste título, deste lema e deste caminho. Por isso saúdo as crianças, os jovens, os pais e os avós, envolvidos pela ternura deste amor gerado ao longo da vida e unidos nas várias gerações que constituem e constroem a mesma família.

Queridas Famílias:

Deus conhece as nossas canseiras e dores, os nossos medos e tristezas, a doença e a provação! Mas conhece também o nosso desejo profundo de viver o amor na família e de encontrar a beleza de ser família cristã. Sabemos que, se vivermos unidos e próximos nas nossas Paróquias, Movimentos Apostólicos e Diocese, a nossa alegria será completa!

Diz-nos o Papa Francisco: "Quando um homem e uma mulher celebram o sacramento do matrimónio, Deus, por assim dizer, reflete-se neles, imprime neles seus próprios traços e o caráter indelével do seu amor. O Matrimónio é o ícone do amor de Deus por nós. Também Deus, de fato, é  comunhão: as três pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo vivem desde sempre e para sempre em perfeita unidade. E é justamente esse o mistério do matrimónio: Deus faz dois esposos uma só existência" (Discurso do Papa às Famílias, Roma
26 de Out. 2013).

E afinal é isto que acontece. Esta certeza da fé chegou até nós! Com o sabor da alegria pascal, com o encanto da primeira hora, com a verdade de todas as horas.

Aqueles que acreditam no Evangelho vencem obstáculos e derrubam barreiras, porque falam a linguagem que todos os homens e mulheres compreendem, que é a linguagem do amor, da doação, da proximidade, do perdão, da misericórdia e das bem-aventuranças, ditas e vividas nos espaços e âmbitos das famílias do nosso tempo.

Tem todo o sentido, a partir do amor do Pai e do mandato de Cristo, Seu Filho, dado aos seus discípulos e fortalecido pelos dons do Espírito Santo, sabermos que na Igreja de hoje se cumpre com alegria a saudação de Paulo aos Coríntios, hoje proclamada: "Sede alegres, trabalhai pela vossa perfeição, animai-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz. E o Deus do amor e da paz estará convosco. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de deus e a comunhão do espírito Santo estejam convosco"( 2 Cor 13,11-13).

2.Queridos diocesanos:

Esta é a graça que nos foi concedida, este é o dom de Cristo que recebemos: A graça e o dom de sermos Igreja, aqui unida e reunida para celebrar o  "Dia Diocesano da Família».

Somos convidados a viver da confiança absoluta na ação de Deus. Temos de fazer hoje novas perguntas e encontrar novas respostas: Que «boas notícias trazemos às famílias da parte de Deus»? As «boas notícias» trazem luz, despertam alegria, dão sentido novo a tudo, mesmo às coisas aparentemente insignificantes do dia a dia das famílias e animam as famílias a viver de maneira mais aberta, solidária e feliz.

Não é difícil entender por que motivo os contemporâneos de Jesus sentiam a sua vida, presença e palavra como «boa notícia». O que Ele diz faz-lhes bem: faz-lhes sentir o amor e a bondade de Deus e ajuda-os a sentir o ânimo e a fortaleza nas horas difíceis. Jesus está atento e é próximo, acolhe os mais esquecidos e os mais pequenos, cura os enfermos, fixa-se nos últimos e preocupa-se com todos, repartindo com cada um, segundo a sua necessidade: saúde, perdão, verdade, força interior, esperança.

3. Esta fé em Jesus e esta certeza da sua presença leva-nos a confiar na Igreja, sinal e sacramento da presença de Jesus e leva-nos, também, de olhos voltados para as famílias a confiar na Humanidade e a amar e servir o Mundo.


O filósofo norte-americano Herbert Marcuse dizia: «que a esperança, só a merecem os que caminham». O ser humano e as famílias cristãs não podem viver sem esperança. Só quem conhece a meta caminha com firmeza, apesar dos obstáculos. Talvez seja essa a mensagem mais importante deste Dia Diocesano da Família.

Somos convidados neste domingo da Santíssima Trindade a caminha e a entrar no mistério do amor de Deus, a dialogar com Deus, como fez  Moisés no Sinai e como fez Nicodemos com Jesus.

Esta comunhão com Deus nunca é uma experiência solitária. É vivida em Família e em Igreja.

No coração de cada família cabem, por igual, avós e netos, pais e filhos, esposos e irmãos.

Para a Bíblia o «coração» é uma realidade ampla e viva, referida mais de mil vezes no Antigo e no Novo Testamento, onde mergulham as atividades humanas dos afetos, da consciência, da vida e da missão de cada pessoa.

Recordo, também, o livro dos Provérbios, que na sua sabedoria nos diz: que só "o coração sabe dispor o caminho" (Prov 16, 9). Que seja assim, também, connosco e com cada uma das famílias da nossa Diocese, a viver e a decidir o seu caminho, de coração aberto para. É ainda ao Coração de Deus que recorro, com particular afeto, ao lembrar as famílias que vivem momentos difíceis, seja pelas ruturas do amor e da fidelidade, seja pelas provações trazidas pela doença, pela falta de trabalho, pelas incertezas e medos diante do
futuro.

4.O «Dia Diocesano da Família» é uma forma muito bela de dizermos ao mundo a alegria de sermos família na Diocese do Porto. A família é este rosto vivo onde se espelha a harmonia que Deus inscreveu desde o momento da criação do mundo, no coração humano e na história da Humanidade redimida.

Mas esta festa, que trouxe a S. João da Madeira famílias vindas de toda a Diocese, é também o momento em que cada uma das nossas famílias volta a propor a si mesma as grandes razões da sua fé, da sua esperança e do seu amor, alicerces sólidos e imprescindíveis para a valorização do matrimónio e para o sentido da família cristã.

No dia festivo, que hoje celebramos, deve reflorir em cada família o valor da generosidade, a capacidade de empenhamento social, a comunhão humana e solidária com os que mais sofrem como família e a ousadia profética de abertura e de diálogo com todos aqueles que não sentem a coragem para celebrar festa como família.

Ao comentar a primeira carta de João, Santo Agostinho interrogava-se: "Que rosto tem hoje o amor? Que forma, que estatura, que pés, que mãos?" E ele mesmo adiantava uma resposta: "O amor tem pés que o conduzem à Igreja, tem as mãos que dão aos pobres, tem os olhos com que se descobre quem está em necessidade".

Não procuramos outra voz para as famílias da nossa Diocese senão esta de dizermos a todas as pessoas, homens e mulheres, jovens e crianças, idosos ou doentes, sem ninguém excluir nem a ninguém esquecer que Deus, uno e trino, que neste dia da Santíssima Trindade celebramos, os ama com amor fiel e santo.

5. Queridas famílias, também vós fazeis parte do Povo de Deus. Caminhai felizes, juntamente com este Povo. Permanecei sempre unidas a Jesus e levai-O a todos com o vosso testemunho. Obrigado por terdes vindo. O Senhor vos abençoe!Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, acompanhar-vos-á na vossa Família. Guardemo-la sempre connosco. Ela é parte da herança viva que Jesus nos deu e nos confiou. Presente e atenta, discreta e atuante, Ela está connosco, nas nossas casas, como Mãe e Rainha das Famílias.

 
S. João da Madeira, 15 de junho de 204

António, Bispo de Porto

 

 

 

 

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