SECRETARIADO DIOCESANO DA PASTORAL FAMILIAR

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  17º Dia Diocesano da família

                                                                                               

No 17º Dia Diocesano da Família numa celebração com mais de 1200 casais, D. Manuel Linda assinalou a vivência dos valores da ternura, da simpatia e da amabilidade na família. Declarou também que as famílias devem reivindicar o reconhecimento público da sua importância como estrutura básica da sociedade.
     

Foi uma tarde de celebração do amor na família. Mais de 1200 casais que celebram 10, 25, 50 e 60 anos de matrimónio, neste ano de 2018, participaram numa Eucaristia no Pavilhão Multiusos de Gondomar. No domingo em que se celebra a Solenidade da Santíssima Trindade as famílias da diocese reuniram-se numa iniciativa organizada pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar. D. Manuel Linda, bispo do Porto, presidiu à Eucaristia concelebrada pelos bispos auxiliares D. António Taipa, D. Pio Alves e D. António Augusto Azevedo. Presentes muitos sacerdotes, na sua maioria acompanhando os casais presentes na celebração.

O bispo do Porto, começou a sua homilia esclarecendo alguns dos conteúdos propostos pela liturgia do dia sobre a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. D. Manuel Linda lembrou duas linhas de vivência: para cima na direção do Pai porque “Jesus disse-nos que temos um Pai” ao declarar “o meu Pai é também vosso Pai”. E uma segunda linha dirigida para o lado, para junto daqueles que connosco vivem, para vivermos em família porque “Jesus nos mandou o seu Espírito. E o que é este espírito divino? – perguntou D. Manuel dando de imediato a resposta: “Este Espírito de Deus, que nós, habitualmente, chamamos de Espírito Santo, é o dom da compreensão, da amabilidade, da simpatia, da ternura. Estas grandes características de Deus que nós podemos viver” – declarou.

“Deus Pai e o Espirito Santo connosco como motores de uma nova relação na história da humanidade” – afirmou D. Manuel Linda que apresentou três pedidos aos casais: o primeiro veio da recordação de um pequeno episódio acontecido com o Papa Francisco que descobriu que alguém que estava a confessar não brincava com os seus filhos. O bispo do Porto a este propósito lançou o primeiro pedido: “Brinquem com os vossos filhos! Brinquem com os vossos netos!”

D. Manuel Linda deixou claro que na vida matrimonial os filhos são centrais em relação a outros interesses, igualmente importantes como a vida profissional, mas não essenciais como os filhos. E “brincar com os mais novos significa que a família é uma comunidade de pessoas. E isso gera a ternura” – assinalou o bispo do Porto afirmando que é essencial na família a brincadeira, a simpatia e a amabilidade pois isso gera um “coração que só sente bem ali com as pessoas que ama”. “Sem ternura somos frios” – disse D. Manuel alertando para os perigos de uma sociedade individualística.

De seguida o bispo do Porto apontou um outro pedido: fazer o encontro da dispersão. D. Manuel Linda recordou que muitas famílias têm os seus filhos e netos espalhados por “várias partes do mundo” sendo “vulgar encontrar isso” – disse o bispo do Porto aconselhando ser muito importante valorizar os momentos que aproximam como o Natal e a Páscoa.

Em terceiro lugar D. Manuel Linda pediu aos casais para darem testemunho da sua alegria de serem família e de “arriscar no amor” assumindo que “vale a pena um compromisso para sempre”. Vocês “não seriam os mesmos se não fossem casados” – disse o bispo do Porto salientando que as famílias devem reivindicar o reconhecimento público da sua importância como estrutura básica da sociedade:

“Façam barulho. Constituam-se em organizações que exijam da cultura, da comunicação social, da política, da sociedade como ela é, que respeitem a vossa estrutura familiar, que vocês não podem ser penalizados – como às vezes pode parecer – por serem fiéis no vosso amor. Protestem, gritem” – declarou D. Manuel Linda no final da sua homilia assinalando que “a construção da sociedade passa pelas famílias”.

Por Rui Saraiva - VP

 


 

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