SECRETARIADO DIOCESANO DA PASTORAL FAMILIAR

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ECOS DA 27ª JORNADA DIOCESANA DA PASTORAL FAMILIAR

 

4 de Fevereiro de 2017


Tornar familiar toda a pastoral

 

Foi no sábado dia 4 de fevereiro que se reuniram na Casa de Vilar no Porto 180 representantes das equipas e movimentos da pastoral familiar em Jornada Diocesana. Tendo como base de trabalho a Exortação Apostólica do Papa Francisco “Amoris Laetitia”, “A alegria do amor”, esta jornada teve como tema: “Tornar familiar toda a pastoral”.

D. António Augusto, bispo-auxiliar, presidiu a esta Jornada e, no início dos trabalhos, proferiu umas breves palavras das quais se destaca a afirmação de que a Exortação Apostólica do Santo Padre dedicada às famílias “não pretende endoutrinar” e foi “pensada no contacto com a vida das pessoas”.

  
            Comunicação do Prof. José Eduardo Borges de Pinho
 

No início da manhã foi apresentada uma comunicação pelo Prof. José Eduardo Borges de Pinho sobre o tema: “ O amor matrimonial e familiar à luz da 1ª Carta aos Coríntios 13”. O docente da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa afirmou que a “Amoris Laetitia” apresenta o amor matrimonial como um dom e uma tarefa quotidiana e sublinhou sete pontos:

- caminho de toda uma vida – o amor matrimonial é um percurso de vida que deve ser vivido em modo dinâmico tal como é a história e a vivência cristã;

- amor conjugal é amizade maior – busca do bem do outro em vida partilhada e num projeto estável que seja expressão do amor mútuo;

- valorização da sexualidade – sexualidade e erotismo são valores positivos que devem ser vividos em contraposição ao egocentrismo; são caminho de um crescimento feliz e de uma vida emotiva que são um bem para a família;

- vida quotidiana é lugar primeiro e decisivo da vida cristã – é na vida do dia-a-dia que a vida familiar se decide nas pequenas grandes coisas de cada dia: paciência, delicadeza, amabilidade, palavras de incentivo, aceitar a diferença, dar valor à outra pessoa, a linguagem, unidade na diversidade;

- capacidade de doação – aprender e reaprender a doação de si próprio e a generosidade da vivência familiar;

- diálogo – promover tempo para o diálogo fazendo florescer a verdadeira identidade dos membros da família; antes de dar conselhos é preciso saber escutar;

- perdoar e desculpar – não é fácil, mas o caminho da família exige perdão e reconciliação; rezar pela própria história e exercer um dinamismo contracorrente do amor.

Em jeito de conclusão o Prof. Borges de Pinho destacou cinco linhas essenciais sobre a Exortação Apostólica de Francisco:

- não propõe normativas mas valores;

- propõe olhar positivo sobre o matrimónio;

- apresenta linguagem e atitudes de vida;

- valoriza a realidade do matrimónio;

- apresenta uma mudança de paradigma sobre o matrimónio não mudando a doutrina mas apelando ao diálogo nas comunidades.

Após a conferência do Prof. Borges de Pinho, D. António Augusto realçou que as equipas de pastoral familiar devem continuar a refletir sobre a Exortação do Papa promovendo mudanças pastorais que sejam realistas e prudentes. O bispo-auxiliar do Porto apelou para uma conversão dos corações, que traga consequências pastorais na forma de viver e apresentar o amor cristão.

   
              Participantes na "Mesa Redonda"  

No final da manhã teve lugar uma abrangente mesa redonda na qual foram abordadas várias dimensões da vida da família. Os temas e os intervenientes foram os seguintes: “A família e o discernimento vocacional”, com o testemunho de Cidália e Manuel Santos; “O acolhimento e a integração das famílias migrantes”, a cargo de Conceição Cardoso; “Os frágeis na família”, com o testemunho de Goreti Portela; “A integração familiar de estudantes deslocados”, com Henrique Tomé Ribeiro; “Os jovens na família”, com a apresentação de Teresa Folhadela; “A família pode ser uma boa notícia”, com a intervenção a cargo do padre Jorge Duarte.

Da parte da tarde foi dedicado tempo ao debate e à reflexão em pequenos grupos sobre os temas apresentados da parte da manhã a que se seguiu um plenário para partilha das opiniões e reflexões produzidas.

O final da tarde foi dedicado a um painel de testemunhos com o tema: “O acolhimento das situações difíceis na paróquia – família de famílias”. Os testemunhos estiveram a cargo dos casais Ana Paula e Rui André e Ilídia e Cândido da Paróquia de S. Martinho do Bougado.

Destacamos, em síntese, as palavras proferidas pelo padre Luciano Lagoa, pároco da referida comunidade da Trofa (S. Martinho do Bougado), sobre os desafios paroquiais da pastoral familiar no âmbito das situações difíceis:

- valorizar o momento do acolhimento – do modo de acolher resulta a imagem da Igreja para quem a procura; os serviços pastorais, como a catequese, devem também ser espaço de acolhimento;

- criar espaços de colaboração e convivência pastoral;

- sensibilizar a comunidade para as situações difíceis;

- acentuar a importância do trabalho de uma equipa paroquial de pastoral familiar, que alie acção e reflexão sobre as realidades da família.

Esta Jornada Diocesana promoveu uma reflexão sobre a Exortação Apostólica “Amoris Laetitia”, procurando abrir o trabalho das equipas e movimentos de pastoral familiar a novas dimensões e a um renovado envolvimento na vida das paróquias e das vigararias.

(texto do casal Enza e Rui - SDPF)

 

 

 

 

 

 

 

 

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