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XVIII Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar

 

 

"Transmissão da Fé na Família" 

 

Realizaram-se em Fátima, nos dias 20 a 22 de Outubro de 2006, as XVIII Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar, promovidas pela Comissão Episcopal do Laicado e Família, através do seu Secretariado Nacional (SNALF) e do respectivo Departamento Nacional da Pastoral Familiar, este ano sob o tema «A transmissão da fé na família».

Participaram nas Jornadas cerca de 350 elementos, provenientes do continente e ilhas, representativos dos Secretariados Diocesanos, dos Movimentos de espiritualidade conjugal, de formação e apostolado familiar, de todas as Dioceses, que desenvolvem actividades na área da Família.

É de assinalar a participação elevada de jovens casais, dando um sinal de vitalidade e renovação dos Secretariados, dos Movimentos e das Equipas da Pastoral Familiar.

Estas jornadas quiseram anunciar, celebrar e viver o evangelho do matrimónio e da família, na vertente da transmissão da fé

A presença e as palavras de D. João Alves, D. Antonino Dias e D. Amândio Tomás, membros da Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF), dirigidas à assembleia em diversas ocasiões ao longo dos três dias, reforçaram esta mesma mensagem.

Na sessão de abertura, D. António Carrilho, Presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF), evocou o recente V Encontro Mundial das Famílias com o Papa Bento XVI, realizado em Valência (Espanha) no início de Julho, considerando-o como o acontecimento eclesial de referência para estas Jornadas.

Ali tinha sido abordado este mesmo tema, centrando-o na vivência e na experiência de fé que os pais e toda a família transmite quando se vive o ideal cristão de família. «Não é, apenas, uma questão de “ensinar a doutrina” e iniciar os filhos na oração ou de os encaminhar para a catequese paroquial, mas a vida toda da família, por onde passam todas as realidades que a caracterizam e afectam: o amor, a vida, o trabalho, a economia, o sofrimento…» referiu D. António Carrilho.

Destacou em seguida alguns pontos então acentuados, e que constituem verdadeiras interpelações e desafios à acção pastoral:

«- A consciência de que a família é importante para formar o homem e a mulher, constituindo o melhor lugar de humanização.

- A urgência da descoberta e da promoção dos valores humanos e cristãos, necessários à vida em família e em sociedade, descoberta que passa pela «emergência educativa» onde pais e filhos se encontram e fazem um importante e necessário esforço de compreensão dos respectivos «mundos culturais».

- A importância e o valor do testemunho das famílias cristãs na nova evangelização, que passa por viverem uma experiência de Igreja na Igreja.

- A necessidade de maior intervenção das associações de famílias na vida social e política, na afirmação pública dos valores e na promoção/defesa dos direitos da família.

Em Valência o próprio Papa Bento XVI sublinhava a necessidade de:

- Intensificar esforços de evangelização e catequese das famílias, mediante formas de comunicação e linguagem que torne acessível e mais compreensível o pensamento da Igreja sobre o fundamento antropológico da família.

- Criar «redes de apoio» às famílias, através da acção conjunta dos serviços paroquiais e diocesanos, movimentos familiares e outras associações eclesiais, consoante as suas capacidades e carismas

Sublinhou depois o facto de as Jornadas decorrerem num tempo em que as questões da família e da vida se revestem de particular importância na Sociedade portuguesa, destacando a referência feita na nota pastoral da Comissão Episcopal do Laicado e Família, por ocasião da Semana da Vida, em Maio: «Não podem deixar de nos preocupar neste momento, alguns aspectos da cultura ambiente que são abertamente contrários à cultura da vida tal como a tradição da Igreja a entende, e certos comportamentos que se vulgarizam e questões que apontam para nova legislação, sem salvaguardar a prioridade do serviço à vida e o respeito pela dignidade humana».

A este propósito recordou a publicação da Lei 32/2006, com data de 26 de Julho, sobre a Procriação Medicamente Assistida, assim como a aprovação, em 19 de Outubro, da proposta de novo referendo para a chamada despenalização do aborto, designada “interrupção voluntária da gravidez”. E à questão sobre quais as atitudes e posições dos católicos sobre estas matérias, respondeu que estes devem:

«- Conhecer e saber afirmar os princípios relativos aos direitos fundamentais da pessoa humana, primeiro dos quais é o direito à vida.

- Discernir o que é exigência da própria moral natural e o que é imperativo da moral cristã.

- Esclarecer as próprias consciências e agir em conformidade e coerência. »

Quanto ao aborto, recordou que a Igreja sempre o condenou, porque considera que desde o primeiro momento da concepção existe um ser humano, com toda a sua dignidade, com direito a existir e a ser protegido. Recordou ainda que deixar-se conduzir pela “razão” e pela fé não significa menosprezar o “coração”, esquecer a dor e o sofrimento das pessoas, as razões de ordem moral, social, económica e outras que as levam a abortar. Ser pela “cultura da vida” obriga a defendê-la e a promovê-la, a procurar soluções e respostas positivas, com justiça e sentido de fraternidade: afinal com “coração”.

Ainda no domínio do debate social e político sobre as questões da família, referiu o Decreto-Lei 155/2006 de 7 de Agosto, que merece especial atenção por parte das famílias e das organizações que delas se ocupam. Por este diploma são criados, no âmbito do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, dois órgãos governamentais: a Comissão para a Promoção de Políticas da Família e o Conselho Consultivo das Família, cuja composição, competências e modo de funcionamento aí se definem. Pelo facto de neste Decreto não ser feita referência expressa à participação de uma instituição ou pessoa representativa da Igreja como tal, e considerando o quanto não estaria bem o Estado se desconhecesse ou não tivesse em conta a acção da Igreja pelas famílias, com as famílias e junto das famílias, através das muitas instituições (associações, movimentos, grupos) dedicados à formação dos jovens e, em especial, dos noivos e casais, D. António Carrilho sublinhou o quanto é importante que estas instituições da Igreja assumam as suas responsabilidades públicas, cooperando no debate das questões e lutando para que sejam respeitados e garantidos em legislação adequada os direitos das famílias.

No tema central «A transmissão da fé na família», monsenhor Victor Feytor Pinto, abordou a transmissão da fé na base de uma trilogia de questões: “o que é a família?”, “o que é a fé a transmitir?” e “como se transmite a fé na família?”.

O tema geral “A transmissão e educação da Fé na família” foi complementado por oitos workshops, “A educação para o Amor e a transmissão da Fé”
”A cultura da Vida e a transmissão da Fé “, “Cidadania e participação na educação da Fé”, “O Domingo e a educação da Fé”, “Espiritualidade conjugal e a transmissão da Fé”, “Generosidade, gratuidade e a educação da Fé”, e “A família como escola de apostolado”,
numa linha testemunhal e de diálogo com os animadores.

 Na conferência sobre «A Comunicação na família», P. Vasco Pinto Magalhães reflectiu sobre a comunicação na família, os equívocos e a verdade de comunicar-se na família.

Na útima conferência “Espiritualidade, prazer e missão: uma trilogia de felicidade na família", a Doutora Helena Marujo abordou a felicidade na família através da trilogia referida desencadeando momentos vivos de debate e partilha, num espírito de comunhão que caracterizou as Jornadas.

Integrou o programa a apresentação do livro «A sexualidade segundo João Paulo II», de Yves Semen. Trata-se da edição portuguesa, feita pela Principia, das intervenções de João Paulo II sobre teologia do corpo, sexualidade e casamento feitas ao longo dos primeiros quatro anos do seu pontificado.

As Jornadas encerraram com uma Celebração Eucarística presidida por D. António Carrilho


. (In Agência Ecclesia e Correio do Vouga – Adaptado)

 

 

 

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