SECRETARIADO DIOCESANO DA PASTORAL FAMILIAR

DIOCESE DO PORTO

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Apresentação PowerPoint

Jornada Diocesana da Pastoral Familiar

 

 

 

A Casa Diocesana de Vilar acolheu no sábado passado, dia 18 de Março de 2006, a realização da Jornada Diocesana da Pastoral Familiar, subordinada ao tema “Família. uma vocação geradora de vocações”. Estiveram presentes cerca de 130 pessoas vindas das diversas comunidades da Diocese e de alguns dos Movimentos que integram este Secretariado.

 

Esta acção teve a valiosa e reconhecida contribuição do Secretariado Diocesano da Pastoral das Vocações, que se ocupou, de modo feliz, dos conteúdos expostos.

 

Os trabalhos abriram com uma oração inicial presidida pelo Senhor D. João Miranda que, no final da manhã, tomou a palavra para louvar a iniciativa e os trabalhos apresentados, quanto ao modo e sua substância, sugerindo que o modelo pudesse ser aproveitado em termos paroquiais ou vicariais.

 

O Senhor D. Armindo veio a meio da tarde e ouviu a apresentação da síntese dos trabalhos de grupo e as conclusões apresentadas pelo P. Jorge Madureira. No âmbito do tema fez algumas considerações sobre a vida da Diocese, que tendo 477 paróquias, dispõe, apenas, de 372 párocos. Evocou as dificuldades que se colocam hoje à família, que considerou desafios salutares e portadores de muita esperança, na medida em que vão exigir da família que olhe para si mesma e se assuma na verdade e na felicidade de lares felizes, onde Deus tenha espaço e as vocações sacerdotais e religiosas voltem a surgir.

 

Esta jornada contemplou uma exposição teórica apresentada por um casal, um painel de testemunhos – 3 sacerdotes e um casal pai de um dos sacerdotes, trabalhos de grupos e as conclusões.

 

A jeito de resumo, foi abordada a vocação como chamamento pessoal e único de Deus numa relação com o outro em ordem à felicidade que é para sempre e que pode passar pelo matrimónio, pela vida secular consagrada, pelo exercício de uma profissão, pela vida consagrada e pelo ministério sacerdotal ou diaconal, modos diferentes de alcançar a santidade, isto é, de responder, positivamente, ao apelo de Deus.

 

Foram apresentadas as condicionantes e os desafios que se colocam à família de hoje – o individualismo, a vida como produto e propriedade pessoal, a liberdade mal entendida, a religião e Deus como coisas do passado, o casamento como contrato que se pode denunciar, os vários modelos de família, menor número de filhos e, quantas vezes um filho único, relação pais-filhos mais possessiva, valorização do imediato, lassidão moral e autoridade posta em questão.

 

Afirmou-se que os pais devem sê-lo por vocação, com capacidade para educar para a liberdade e para a fé numa postura acolhedora da vocação, valorizando os exemplos de chamamentos de Deus e mostrando apreço pelas várias concretizações vocacionais.

 

Foram equacionados alguns dos muitos problemas com que a família se debate quando se encontra perante a hipótese de uma vocação consagrada – a ausência de estatuto sócio-cultural, o celibato como impedimento da conjugalidade e da paternidade, a incompatibilidade com o sucesso mundano e imediato, o definitivo duma opção, o desprezo pela pobreza.

 

Concluiu-se que a família, para ser alfobre de vocações sacerdotais e religiosas, há-de viver como igreja doméstica, com espaço para a oração, onde se prolongue a eucaristia e se pratique a caridade, numa disponibilidade para ler os sinais dos tempos e as motivações vocacionais, respeitando, partilhando e acolhendo as experiências e vivências e estando atenta aos sonhos e anseios, sucessos e fracassos e valorizando as escolhas feitas com liberdade e responsabilidade.

 

À família católica é pedido que seja comunidade que gera vocações de modo normal, a partir da fé, da consciência do dom recebido que há-de chegar a ser um bem que se dá. A vocação não é um facto extraordinário a acrescentar à educação dos pais mas o fim natural de um processo de fé em família.

Porque não são normais famílias estéreis do ponto de vista da transmissão da vida biológica, que o não sejam igualmente do ponto de vista da vocação à fé, traduzida em compromisso e estado de vida.

 

Os trabalhos encerraram com uma oração a que presidiu o Bispo Diocesano, Senhor D. Armindo.

 

 

Aproveitamos a circunstância para reafirmar que é desejo deste Secretariado estreitar a ligação com todos os Agentes de Pastoral Familiar. Nesse sentido e para que possamos saber quem somos, onde estamos e o carisma que nos anima, decorrem três inquéritos aos níveis paroquial, vicarial e de Movimentos com a finalidade de tecermos uma malha humana de animadores, composta por casais e sacerdotes, que cubra toda a Diocese.

 

Contamos, pois, com a vossa colaboração – envio dos inquéritos por parte dos Párocos que ainda o não conseguiram fazer e disponibilidade de casais para o serviço – o que será um estímulo humano e espiritual para os elementos deste Secretariado e um enriquecimento para a Igreja diocesana.

 

 

 

Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar - Diocese do Porto

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