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Conselho Diocesano de Pastoral
Familiar
Porto, Casa Diocesana de Vilar,
5 de Outubro de 2013

O
Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar encerrou o ano pastoral de
2012/13, em Conselho de balanço, que teve lugar na Casa Diocesana de
Vilar, no dia 5 de Outubro.
Compareceram 92 pessoas provindas de 16 das 22 Vigararias: Gondomar,
Maia, Matosinhos, Valongo, Gaia-Norte, Gaia-Sul, Lousada, Paços de
Ferreira, Trofa-Vila do Conde, Castelo de Paiva/Penafiel, Marco de
Canaveses, Paredes, Arouca/Vale de Cambra, Espinho/Ovar, Oliveira de
Azeméis/S. João da Madeira e Santa Maria da Feira, e de alguns
Movimentos da Pastoral Familiar: CPM (Centros de Preparação para o
Matrimónio), EM (Encontro Matrimonial) e ENS (Equipas de Nossa Senhora,
da Região Douro-Sul). Faltaram representantes das Vigararias de
Porto-Nascente, Porto-Poente, Santo Tirso, Amarante, Baião e Felgueiras.
Destacamos a presença gratificante de 8 Assessores da Pastoral Familiar.
Com a leitura do Evangelho do dia, Lc 10, 17-24,
que diz que os 72 discípulos regressaram da missão cheios de alegria, se
deu início aos trabalhos que foram presididos por D. Pio Alves. Na
reflexão que fez, ligou este texto à circunstância de nos encontrarmos
em momento de balanço. Referiu que a alegria deve ser o sentimento a
animar-nos nesta partilha diocesana, pelo que conseguimos fazer, pelo
esforço despendido em projectos não realizados e pelo entusiasmo que nos
continua a encher porque Deus está presente em todo este processo de
missão e o saldo de uma acção é sempre positivo. Nós não somos
protagonistas de vitórias, disse, pois é Cri sto
que colhe.
É com este realismo e despojamento que devemos
responder à colaboração que Deus, a Igreja e a Sociedade continuam a
esperar de cada um de nós.
Terminada
a oração, o Casal Presidente saudou e agradeceu a presença de D. Pio
Alves bem como a de todos os presentes. Referiu a importância deste
Conselho como espaço diocesano privilegiado para o enriquecimento mútuo
através duma partilha que abre portas e janelas e que é, por natureza,
motivadora de novas acções e iniciativas.
De seguida
deu a palavra às Vigararias e Movimentos, deixando aberta a
possibilidade das paróquias se manifestarem, e, conforme chamada, cada
porta-voz deu conta da organização, da constituição e da abrangência da
estrutura representada, bem como das acções realizadas, das dificuldades
não vencidas e dos objectivos a que se propõem para o ano pastoral
2013/2014.
A riqueza
partilhada não é passível de enumeração e de estatística, pois foi tal a
acção do Espírito nas comunidades a partir das muitas e diversificadas
acções e actividades realizadas pelas estruturas da Pastoral Familiar e
pelos Movimentos, riqueza que foi acolhida, agradecida e oferecida nesse
momento de acção de graças e que motivou muitas perguntas e pedidos de
esclarecimento, sinal do entusiasmo que gerou em todos.
O
Secretariado interpelou o Conselho quanto às expectativas que tinham da
sua acção para o ano pastoral em curso, tendo surgido a sugestão de
apresentarmos às estruturas da Pastoral Familiar propostas a concretizar
localmente.
Foram
anunciadas as acções diocesanas e nacionais já programadas: 18 a
20/10/2013 – Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar, em Fátima;
1/02/2014 – Jornada Diocesana da Pastoral Familiar – Casa Diocesana de
Vilar; 11 a 18/05/2014 – Semana da Vida; 15/06/2014 – Dia Diocesano da
Família, na Região Pastoral Sul; 4/10/2014 - Conselho Diocesano da
Pastoral Familiar, Casa Diocesana de Vilar.
O
Secretariado reunirá, em cada Região Pastoral, com os respectivos
Assessores, Responsáveis vicariais e Casais de Ligação e marcará uma
reunião, na Casa Diocesana de Vilar, com todos os Responsáveis vicariais
e Casais de Ligação no sentido de termos uma visão comum das estruturas
da Pastoral Familiar e do que se pretende com as mesmas, sem prejuízo da
criatividade local.
Manuel
Marques destacou a importância de “fazermos melhor e de irmos mais
longe”, como tantas vezes apontou D. Manuel Clemente e nos apela hoje o
Papa Francisco a entrarmos nas periferias e deixarmos aí a mensagem do
Cristo Ressuscitado. Referiu os exemplos partilhados: catequese às
famílias, em Matosinhos, a bênção das grávidas, em S. Martinho de
Bougado, o que implica o convite pessoal e o deixar a informação em
espaços civis, e a cristianização dos velórios, em Bustelo, Penafiel.
Apontou para o papel das Equipas vicariais –
dinamizar a Vigararia no seu todo, continuar o trabalho de identificação
de um casal por paróquia, promover a constituição de equipas paroquiais
e fazer o seu acompanhamento.
Considerou
que as comunidades não podem perder o investimento feito com os casais
jubilados – identificação, contacto personalizado, preparação para o Dia
Diocesano da Família – mas, a partir das estruturas, manter contacto com
eles, convidá-los para integrarem os grupos paroquiais, propor-lhes a
entrada em Movimentos da Pastoral Familiar.
A este
propósito referiu que o Secretariado está disponível para fazer a ponte
entre as comunidades e os Movimentos da Família, sempre que haja
interesse em conhecer e ou a dar a conhecer os respectivos carismas.
Felicitou
as estruturas da Pastoral Familiar e os Movimentos empenhados em
acompanhar os casais novos, apelando a uma maior adesão a esta pastoral.
D. Pio
Alves que, por razão de outros compromissos, deixou o Conselho no
intervalo, afirmou que era importante trabalhar e pensar vicarialmente,
olhando a vigararia como uma verdadeira unidade pastoral. Lembrou que os
leigos têm responsabilidades baptismais que não podem esquecer pelo que
devem ser cristãos activos, não se permitindo ficar passivamente à
espera do pároco, mas antes, estar com ele, lembrar, alertar, propor,
ainda que respeitando, no final.
O P.
Manuel Mendes, Assistente do Secretariado, apontou para a importância do
Conselho Diocesano, para este prestar de contas: o que fizemos, como
fizemos, o que não conseguimos fazer, os projectos que temos pela
frente…Isto é sermos Igreja, disse. Deste modo nos animamos mutuamente
na busca das milhentas respostas que temos de dar aos problemas de hoje.
É claro que a resposta é Cristo, mas temos de ir descobrindo, em cada
momento e em cada espaço, a forma de O levarmos aos outros e aos seus
ambientes. Nós somos servos inúteis, como refere o Evangelho de domingo,
pois a acção é sempre de Deus, mas Deus precisa de nós porque é através
de nós que Ele age. Os nossos nomes, como dizia o texto de reflexão
desta manhã, estão inscritos no céu. Alegremo-nos, pois, pelo que
fizemos e pelo que ainda há para fazer, disse.
Com a
oração do Angelus e um cântico se encerrou o Conselho.
Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar
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