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Imagens do Dia Diocesano |
DIA DIOCESANO DA
FAMÍLIA
3
de Junho de 2012
Pavilhão Rosa Mota - Porto.
Teve lugar no dia 3
de Junho de 2012, Festividade da Santíssima Trindade, a realização do
Dia Diocesano da Família, incorporado nas Jornadas Diocesanas da Família
e Juventude e centrado na Eucaristia das Famílias, presidida por D.
Manuel Clemente, com homenagem especial aos casais que, ao longo do ano,
fazem 10, 25 50 e 60 anos de vida matrimonial. Concelebraram, ainda, os
três Bispos Auxiliares, D. João Miranda e alguns sacerdotes.
O Pavilhão
Rosa Mota estava repleto, com destaque para os 1.199 casais jubilados
inscritos, vindos das 4 regiões Pastorais. Os cânticos estiveram a cargo
de um grupo coral da Vigararia de Matosinhos, dirigido pelo Prof.
Emanuel Pacheco e o P. Rubens, da Paróquia da Senhora da Conceição,
assumiu a organização da liturgia.
No final, os casais jubilados receberam, como habitualmente, o diploma
que contém uma saudação e bênção personalizada do Senhor Bispo –
expressão de congratulação, voto de felicidades e convite à perseverança
no amor e no testemunho.
O Presidente da Câmara Municipal do Porto fez-se representar pelo seu
Assessor, Dr. Hugo Carneiro.
Inclui-se a homília que D. Manuel Clemente proferiu:

“A
vida é aprendizagem de Deus
Caríssimos irmãos e irmãs, especialmente vós que celebrais Bodas
Matrimoniais este ano:
Dizemo-nos e reconhecemo-nos "em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo".
Assim
mesmo fomos batizados e assim mesmo somos "cristãos", ou seja, ungidos
pelo Espírito, para nos retribuirmos "com Cristo, por Cristo e em
Cristo" a Deus Pai, em Quem todo o poder é amor e vida, em eterna fonte.
Mas, sendo
Deus vida partilhada - entre o Pai e o Filho na união do Espírito -, só
na partilha se pode conhecer: e não como quem O pensasse em abstrato,
mas como quem O reconhece na relação.
A própria natureza das coisas vai nesse sentido. Nascemos da relação dos
nossos pais e sempre interdependentes uns dos outros, nas famílias que
tivemos e todos devem ter. Por isso hão de ser apoiadas, para que tudo
decorra positivamente, devendo a sociedade reconhecer em cada família a
melhor escola da sociabilidade, onde aprendemos a viver solidariamente.
Tanto
assim é que, quando não se garante este primeiríssimo patamar da
sociabilidade, em si mesmo insubstituível, os seguintes logo se
ressentem negativamente.
Caríssimos
irmãos e irmãs, sobretudo vós, os que vos "casastes no Senhor" (cf 1 Cor
7, 39), pela graça própria do sacramento do Matrimónio: Vós
reconhecestes e reconheceis pela fé recebida e por experiência própria,
que o desígnio divino sobre a família se garante em Cristo, vencedor
definitivo de tudo quanto nos divide e separa.
- Que bom, que belo e verdadeiro é estarmos aqui a celebrar Bodas
matrimoniais, de dez, vinte e cinco, cinquenta e mais anos! Estou certo
e bem certo de que todos nos contaríeis histórias vividas das vitórias
da graça de Cristo, que foi mais forte do que as tentações que
certamente sofrestes, como sofremos todos, nesta ou naquela aceção.
Caríssimos irmãos e irmãs em Bodas matrimoniais: Vós sois os verdadeiros
campeões da vida e os que mais importa reconhecer e louvar! E quando nos
apresentam tantos vencedores disto ou daquilo - justamente vencedores,
por vezes -, vós, caríssimos casais, vós é que sobretudo ganhais e
mereceis o primeiro lugar no pódio!
Num pódio que, aliás, não se desmonta, quando acabam os hinos e se
entregam as taças... O vosso pódio é o amor de Deus em vós, e este nunca
acabará (1 Cor 13, 8)!
Caríssimos casais: Com a ação de graças que convosco damos a Deus; com
os parabéns que vos damos todos, a vós e às vossas famílias, deixo-vos
um pedido, a que certamente correspondereis: Fazei ainda mais da vossa
vida um testemunho permanente, sereno e belo, de quanto é possível, com
Deus é possível. Testemunhai que não é verdade que o matrimónio esteja
ultrapassado, porque realmente ele é o futuro, garantindo a vida; de que
é possível e faz sempre bem persistir e perdoar, seguir em frente em
unidade mais amadurecida; e de que assim mesmo é realmente a vida, como
a corrente profunda do mar ou a linha contínua do tempo, que, mesmo com
Outonos e Invernos, ruma sempre à Primavera.
Mas uma coisa é dizer isto, como o estou a fazer agora, e outra, bem
mais importante e indiscutível, é demonstrardes vós a verdade do que vai
dito.
Pois aí
estais e assim prosseguis. Vós sois aqui hoje e sereis amanhã onde
estiverdes o rosto expressivo e a exemplificação concreta das
possibilidades e do valor do sacramento do matrimónio. Vós atestareis
por experiência própria, ganha nas dificuldades que vencestes, o que
Cristo disse, em resposta a um discípulo que duvidava das possibilidades
duma vida cristã propriamente dita, ou seja, que encontra em Deus a
única riqueza e garantia: "Aos homens é impossível, mas a Deus tudo é
possível" (Mt 19, 26).
E, no
entanto, nem eu nem vós presumimos alguma coisa ou nos consideramos
superiores a quem quer que seja. Sabemos, bem demais, que muitos casais
não vivem propriamente em matrimónio e que tantos outros não
prosseguiram unidos, pelas mais diversas causas. Não julgamos ninguém,
nem nos consideramos melhores que os outros.
Mas reconhecemos, com toda a convicção reconhecemos, que o ideal dum
matrimónio uno, indissolúvel e fecundo, corresponde bem à alma humana,
que se realiza em entregas totais, definitivas e criativas. Que a
pessoa, cada pessoa, só se revela no tempo, ao longo dos anos que viver,
e desde que acompanhada nesse percurso por outros que igualmente se vão
revelando, rumo ao melhor de si próprios. E que isto mesmo acontece do
modo mais radical e verdadeiro num projeto matrimonial que se prepara,
acontece e mantém, tempo fora. Por isso, o que sabemos propomos, sem nos
sobrepormos mas permanecendo, em convicções comprovadas.
Os sacramentos são ações do Ressuscitado no seu corpo, que é a Igreja, a
comunidade dos crentes. Por isso devem ser eclesialmente vividos,
preparados e mantidos. É fundamental que em cada comunidade a preparação
para o matrimónio seja feita a longo prazo, a partir duma catequese que
forme para a vida partilhada, com Deus e com os outros, o sentido do
serviço e a felicidade do bem querer e do bem fazer; e isto mesmo com a
cooperação dos pais e das famílias, que igualmente sigam o caminho de
Cristo e da sua entrega por todos. Depois, ao longo da vida matrimonial,
que importantes são encontros e movimentos de casais e famílias, que
mantenham viva a chama cristã em tudo quanto se faça e prossiga nesses
âmbitos essenciais.
Queridos irmãos e irmãs: celebrar a Santíssima Trindade é louvar a Deus
uno e trino, ou seja uno no amor que em Si mesmo compartilha. A vida é
aprendizagem de Deus, nosso princípio e destinação eterna. A vida do
casal e da família é para isso a melhor escola, imprescindível portanto.
- Graças a Deus por vós e pelas vossas Bodas que n'Ele mesmo celebrais!
A Igreja e a sociedade esperam muito e quase tudo do presente e do
futuro da família cristã.”
Em 2013 o
Dia Diocesano da Família terá lugar a 26 de Maio na Região Pastoral
Nascente.
Secretariado
Diocesano da Pastoral Familiar
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